Eixo 3: Políticas Educacionais e Curriculares e os desafios do ensino de Geografia

Ementa: A proposição do eixo resulta das recentes políticas implementadas e/ou em discussão em diferentes esferas políticas que impactam e tensionam diretamente o sistema educacional e, em nosso interesse aqui, o Ensino de Geografia; tais como a Emenda Constitucional 95/2016, que limita por 20 anos os gastos públicos, colocando em risco o já baixo investimento em Educação; a Lei 13.415, que institui a implementação de escolas de ensino médio em tempo integral (também conhecido como novo ensino médio); as Diretrizes Curriculares Nacionais para a Formação Inicial de Professores de 2015; a instituição do programa Residência Pedagógica; o novo “desenho” do PIBID, com redução total de bolsas e de recursos de custeio; a homologação da Base Nacional Comum Curricular da Educação Infantil e Ensino Fundamental e a Proposta da Base Nacional Comum Curricular para o Ensino Médio; o Programa Nacional de Formação de Professores; a implementação de sistemas apostilados de educação em muitos estados e municípios, entre muitas outras políticas educacionais produzidas nas três escalas de poder: federal, estadual e municipal. Outro foco político de tensão diz respeito aos processos de “judicialização das práticas docentes”, que não só restringem a autonomia docente como também visam instituir um novo sentido para a escola e para o conhecimento escolar, reduzindo-os a um discurso único a partir da negação da identidade de gênero, do livre debate político e da escola como espaço laico, plural e democrático.

Grupos de trabalho do Eixo 3

GT 3-A: Políticas e Práticas curriculares no Ensino de Geografia;
GT 3-B: Políticas de formação de professores e o Ensino de Geografia;
GT 3-C: Educação de Jovens e Adultos, Educação do Campo, Educação Indígena e Quilombola no Ensino de Geografia;
GT 3-D: Políticas educacionais e o Ensino de Geografia;
GT 3-E: Pibid e a formação do professor de Geografia.