Trabalho de Campo: SÃO PAULO, CIDADE MUNDIAL

Proponente(s): Laboratório de Investigações Geográficas e Planejamento Territorial (GEOPLAN) e Colégio Técnico de Campinas-Unicamp (Cotuca)

Prof.s Responsáveis: Adriana Bernardes e André Pasti

 

OBJETIVOS: Compreender aspectos do processo de reorganização do espaço da cidade de São Paulo, sobretudo as sucessivas transformações da centralidade em São Paulo. Entender as disputas travadas entre projetos de cidade, a partir de diálogos com sujeitos que participam ativamente dos conflitos movidos a partir dos projetos hegemônicos de organização do espaço urbano.

EMENTA: É nosso propósito entender a história territorial de São Paulo, marcada por três grandes períodos nos quais, de modo distinto, foi alavancada a produção da cidade e redefinido seu papel frente ao mundo e ao país. O comércio, a indústria e, hoje, a informação são os elementos centrais deste processo, pois impulsionaram respectivamente grandes momentos de reorganização das formas e dos conteúdos da cidade. Para melhor apreendermos esta face do vigoroso processo de metropolização daremos ênfase, portanto, ao tema da transformação da centralidade de São Paulo.

Pretendemos inventariar alguns elementos (arranjos de objetos técnicos e culturais na paisagem da cidade) que permitam, posteriormente, contribuir para a discussão do atual papel desta metrópole no território brasileiro:

1) Avenida Berrini e Nações Unidas: trata-se da área sudoeste da cidade de São Paulo em que os vetores do período da globalização, seletivamente, se instalaram em maior número. Esta é uma área de forte valorização e especulação imobiliária e que abriga os novos “imóveis corporativos”, conhecidos como “edifícios ou torres inteligentes”.

2) Avenida Paulista – Centro Expandido: envolve a área da Avenida Paulista em que constam os novos corredores de serviços, como o a Avenida Brigadeiro Faria Lima, Avenida Rebouças, Avenida Nove de Julho, e os marcos simbólicos da metrópole industrial, local sede das corporações e principal praça financeira do país.

3) Centro Antigo: área que abrange desde o núcleo histórico de fundação da cidade a Partir do Pátio do Colégio, até cercanias da Praça da República onde se localizam elementos paisagísticos de uma fase de transformação da metrópole cafeeira para a metrópole industrial.

METODOLOGIA: Roteiro do trabalho de campo: – Saída do IG/UNICAMP às 7h30;

– Torre das Nações Unidas (Família dos Edifícios Inteligentes);

 – Seguimos para Av. Juscelino Kubitschek (túnel do Parque Ibirapuera) e para a Av. 23 de Maio (aeroporto);

– Avenida Paulista – Conjunto Nacional – (parada para lanche), às 12hs;

– Seguimos para a Rua Consolação em direção ao centro antigo;

– Edifício Martinelli – centro da cidade, às 13h30;

– Pátio do Colégio e Mercado Municipal;

– Visita a ocupação de sem tetos urbanos;

– Retornaremos a Campinas (UNICAMP) pela Marginal do Rio Tietê;

– Final do trajeto na UNICAMP, às 19hs.

 

NÚMERO DE PARTICIPANTES: BIBLIOGRAFIA BÁSICA: FIX, Mariana. Parceiros da exclusão: duas histórias da construção de uma “nova cidade” em São Paulo. São Paulo: Boitempo, 2001. ISNARD, H. O Espaço Geográfico. Coimbra: Livraria Almedina, 1982. SÁNCHEZ, Fernanda. A reinvenção das cidades para um mercado mundial. Chapecó: Editora Argos, 2015. SANTOS, Milton. Por uma economia política da cidade. O caso de São Paulo. São Paulo: Hucitec/educ, 1994. SILVA, Adriana Bernardes; CASTILLO, Ricardo. Dinámicas metropolitanas en la era de la globalización: la promoción inmobiliaria para empresas en la ciudad de São Paulo. EURE (Santiago), v. 33, p. 45-56, 2007.

CARGA HORÁRIA: 8 horas